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E para o VFX no Brasil? Muda algo?

Hoje já temos alguns indícios que poderemos ficar ainda mais isolados. Muito se fala em mercado mundial de VFX e com toda essa discussão dá para arriscar se haverá alguma mudança no mercado brasileiro.

redentor

Essa semana o foco foi o VFX, como deve ser, o que não se deve fazer e possíveis causas de todo esse absurdo. Existe uma associação chamada VES que é o que chegamos mais perto de um sindicato americano de artistas e profissionais de efeitos. Em uma citação da VES chamando para uma convocação mundial, eles defendem o aumento dos subsídios com o pagamento de taxas também para a Califórnia, isso resolveria o problema financeiro de muitos estúdios de Hollywood. É dinheiro de arrecadação do governo americano sendo investido nas produções. Abaixo parte da carta da VES.

First, we call upon Governor Brown and the State Legislature to immediately expand its tax incentive program for the entertainment industry and to include a focused approach concentrated on the visual effects and post production sectors of the industry.

Até aí tudo bem, mas e o mercado internacional? Como ficariam os incentivos em outros países?

Muitos acreditam que essa medida levaria a uma maior volatilidade do mercado, onde os efeitos teriam valores acima do real. Em muitos lugares ainda existiriam empresas sem nenhum benefício do governo, nesse caso continuariam com os problemas financeiros. Os estúdio de Hollywood estão muito interessados em toda essa movimentação já que o volume de dinheiro é grande. Isso criaria uma guerra de subsídios com outros estados e países, o mercado torna-se cada vez mais inconstante.

Agora vamos pensar aqui no Brasil. Tais medidas iam nos isolar cada vez mais de qualquer tipo de crescimento na área de VFX para cinema. Primeiramente porque nenhuma empresa estrangeira poderia ao menos sonhar em abrir uma filial no Brasil. As nossas taxas e juros são os maiores do mundo, mesmo com uma mão de obra mais barata os lucros seriam baixos. Com mais dinheiro entrando em Hollywood, mais tecnologias serão desenvolvidas e sempre estaremos a um passo atrás. Simples assim.

E você realmente acreditou que o governo brasileiro iria competir em taxas e incentivos com o Canadá e Reino Unido?

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Sobre o Mercado de Video no Brasil

Escrevo esse artigo para aqueles designers que optaram ou ainda vão escolher em seguir a área de videografismo. Sempre recebo emails me perguntando sobre a área, como é trabalhar com vídeo, os principais softwares e qual a maneira mais fácil de entrar nessa indústria. Então vamos lá!

 

Primeiramente gostaria de falar um pouco da minha experiência, atualmente trabalho como “Compositor Digital”, fazendo composição de efeitos para novelas, séries e programas da Rede Globo. Sou contratado como Editor de Videografismo e exerço uma função voltada para composição de efeitos.

Comecei a estudar videografismo ainda na faculdade, na época achava que o Flash seria o meu software, que precisava desvendar tudo para entender como se animava. Tive aulas de 3D, Final Cut e After Effects na faculdade, ali descobri qual seria a minha praia. O After é o responsável por aproximadamente 90% do que você vê de videografismos na TV. É um programa muito poderoso, principalmente por trabalhar com a plataforma Adobe, estar em sincronia perfeita com os outros programas como Illustrator e Photoshop.

Então esse foi o meu começo, achando que poderia fazer 1001 coisas com o Flash e descobrindo que o After Effects é que poderia abrir portas para conseguir um estágio na área. Esse estágio realmente veio, e não poderia ser melhor, consegui ser aprovado para fazer uma oficina de efeitos na Rede Globo e a minha escolha dentro da empresa foi seguir a área de composição, nas plataformas Flint, Flame e Inferno.

Essa experiência me deu total noção de subdivisões dentro do videografismo, e esse é o ponto que quero discutir nesse post. Se sua opção é escolher vídeo, onde pode trabalhar? Em que área é melhor começar?

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